A independência da informação
  QUARTA, 8 de SETEMBRO de 2010  
Caraguatatuba-Ilhabela-São Sebastião-Ubatuba  


08/09/10

Parabéns Corinthians


““O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer
o time””


Saulo Gil

Hoje completa uma semana de comemorações do centenário do Sport Club Corinthians. São 100 anos de relações entre os seres humanos desse planeta e o Corinthians do Brasil. Um século de emoções que extrapolam as definições de amor e ódio, tanto para torcedores, como para rivais do Timão.
Definitivamente, não há como negar a condição de destaque desse clube de futebol entre os outros do país, principalmente, pela característica da massa que o acompanha. É como a rainha Hortência fala: “Só o corintiano sabe o que é ser corintiano, e não vai adiantar eu tentar explicar isso pra quem não é corintiano, pois não vai entender nunca. E quem é corintiano já sabe do que estou falando”.
Mas como tudo na vida tem explicação, os fatos destes 100 anos de história comprovam que realmente a torcida e o clube têm motivos para serem considerados diferenciados. Começamos pelo início, sem risco de cometermos um pleonasmo vicioso. Disse então o alfaiate Miguel Battaglia um dos integrantes do grupo que fundou o Sport Club Corinthians Paulista: “O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time” relatou um dos primeiros corintianos, em setembro de 1910, quando o Timão nascia na esquina do bairro do Bom Retiro, na capital paulista.
Além de ser criada por operários, na época, a equipe teria o objetivo apenas de disputar torneios na várzea paulistana. Os leitores rivais, que se dispuseram a ler o texto até agora, logo já iriam tirar um sarro dessa condição. No entanto, essa é mais uma característica que comprova o vínculo natural e intenso entre o Corinthians e o “Zé” que joga pelada todo domingo no campo esburacado.
Seguindo aos fatos que comprovam a situação diferenciada do alvinegro do Parque São Jorge, o Timão foi o primeiro clube paulista a aceitar a presença de atletas negros no plantel, limitação que nunca fez parte do estatuto corintiano. O mesmo ocorria também com jogadores pobres.
A própria fila de 23 anos sem o campeonato paulista, findada em 77, com um gol de Basílio é outro fato que serve de fundamento para a teoria da “peculiaridade corintiana”. Estudos revelam que, justamente nesse período, a massa torcedora do Timão se tornou maioria em São Paulo e a vice líder no Brasil. Crescer sem título é a prova da incondicionalidade do amor corintiano. Mais do que isso, é a comprovação de que ser fiel torcedor está no sangue e deve ser repassado às futuras gerações.
Na derrota, a tristeza não é pelo Corinthians, mas pela própria massa alvinegra, que tem orgulho em gritar que sofre pelo Coringão, como alguém que é capaz de sentir o mesmo por algo que ama. Na Fiel, não existe torcedor de interesse e de vitórias, existe corintianos movidos por sangue e coração. Os alvinegros cairão quantas vezes o Corinthians tiver de cair, pois, não há história de amor real no mundo onde só exista felicidade. E se o amor seguiu na doença e na pobreza é certeza de alegria incomparável na conquista.
Corinthians e corintianos formam uma corrente forte que jamais será quebrada. Para a massa alvinegra, o Corinthians é a vida, o Corinthians é a história, o Corinthians é o amor. E até então, não se descobriu nada maior que o amor.