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08/09/10
Ocupação do trono
Diante das revelações de desmandos e indiciplina na Receita Federal, a candidata Dilma diz que promete apurar essas ilegais ocorrências. Quem é ela para fazer essas promessas se não mais ocupa nenhum cargo na governabilidade federal? Competência para exigir apurações, que tem é o seu ex-superior. Cantando vitória e dando ordens ela quer expulsá-lo do trono para nele sentar-se antes do tempo. Já sendo assim, então, se eleita, a que relagará o seu ex-superior? É uma idéia viável, e não um factóide.
Pedro Luís de Campos Vergueiro
Visão simplista
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não há sistema inviolável e o que aconteceu na Receita foi normal. Normal porque foi acessado por gente filiada ao PT. O contribuinte bem que merecia uma explicação mais razoável e convincente, tendo em vista a responsabilidade e seriedade que o caso requer. O eleitor já imaginou se o candidato da oposição estivesse na frente nas pesquisas o que estaria ocorrendo nesse país? Sejamos francos, se o presidente Lula ostenta 80% de popularidade é sinal de que quem o apóia legitima suas práticas, parodiando Tutty Vasques, não se fala mais nisso. Afinal, quem reclama tem dor de cotovelo na visão simplista de Lula acostumado a minimizar fatos que mereceriam investigação em qualquer governo sério. Brasil, um país de tolos!
Izabel Avallone - SP Capital por email,
Calma
Dilma parou de falar em “factóides criados pela oposição desesperada”, ...reafirma que não vai responder às acusações porque não quer baixar o nível da campanha (que cômodo), agora promete apurar os fatos e pede calma. Calma, mas Dilma pede calma para quem? Só se for para os petistas que estão rodando tal e qual perus tontos com uma bomba relógio grudada em suas mãos, pronta para estourar! Está dificil de achar um pato que se disponha ao sacrifício de ir pelos ares...Isso é que é um “factóide” explosivo... O que precisa ficar bem claro é que nossa democracia está em crise visto que no Brasil do PT tudo mais ou menos funciona “só nas aparências”, como uma maquiagem de legalidade que encobre a velhice de métodos ditatoriais, e se nem o sistema de segurança que deveria proteger o sigilo de nossos dados pode ser levado a sério, quem me pode garantir a inviolabilidade das urnas eletrônicas? Eu quero ter a certeza de que o voto que empenharei ao meu candidato não acabe privilegiando a outro...e creio que não é pedir demais.
Mara Montezuma Assaf por email, São Paulo/SP
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